Montar o kit de fisioterapia é praticamente a primeira decisão prática de quem está começando: abrindo o próprio consultório, virando autônomo ou começando a atender em domicílio. Na prática, o que vemos é gente comprando tudo de uma vez no primeiro mês e depois se arrependendo de metade das compras. Não precisa. Dá para começar enxuto e ir completando o kit conforme os pacientes e a especialidade forem definindo o que realmente vale a pena.
Separei aqui a lista por categoria, do jeito que eu mesmo fui montando o meu ao longo do tempo, para você não gastar em equipamento que vai ficar parado na gaveta.
Kit de fisioterapia básico para recém-formados
Se você está no primeiro consultório (ou nem tem consultório ainda), priorize o que serve para quase qualquer especialidade. É o kit que cabe numa mochila e resolve 80% do atendimento:
- Goniômetro — para medir amplitude de movimento articular, item que você vai usar todo dia
- Fita métrica, para perimetria e medidas de encurtamento
- Martelo de reflexos, avaliação neurológica básica
- Esfigmomanômetro e estetoscópio para aferir sinais vitais — não dá para pular isso
- Faixas elásticas (theraband) em pelo menos 2 ou 3 resistências diferentes
- Álcool em gel, luvas descartáveis e outros itens de higiene, que parecem óbvios mas sempre faltam na hora H
💡 Dica para quem está começando: não compre tudo de uma vez. Eu mesmo levei quase um ano para fechar o kit completo, comprando aos poucos conforme via o que realmente usava toda semana e o que ficava parado.
Equipamentos de avaliação
- Goniômetro universal para amplitude articular
- Dinamômetro, útil para mensurar força de preensão manual
- Oxímetro de dedo — pequeno, barato e essencial se você atende paciente respiratório
- Fita métrica e paquímetro para perimetria e medidas antropométricas
- Podoscópio, para avaliação postural e do apoio plantar. Esse costuma ficar para depois, é mais comum em clínica fixa do que no atendimento domiciliar
Equipamentos de mobilização e exercício
- Faixas elásticas (theraband) de diferentes resistências — dá para fazer quase toda a progressão de fortalecimento só com elas
- Bola suíça para equilíbrio, core e mobilidade
- Halteres e caneleiras de pesos variados
- Rolo de espuma (foam roller), liberação miofascial
- Bastão ou até um cabo de vassoura mesmo, funciona bem para amplitude de ombro
- Step ou plataforma de equilíbrio
- Colchonete ou tatame portátil
Eletroterapia e recursos físicos
Esse é, quase sempre, o investimento mais pesado do kit. Também é o mais versátil, então vale a pena pensar com calma antes de comprar.
- Aparelho de TENS/FES, para analgesia e estimulação neuromuscular
- Ultrassom terapêutico — recurso térmico profundo, mais comum em clínica fixa do que em atendimento domiciliar
- Compressas térmicas, quentes e frias. Baratas e usadas o tempo todo
- Eletrodos de reposição e gel condutor (item de consumo, sempre acaba na hora errada)
✅ Priorize pelo retorno: antes de fechar compra em equipamento de eletroterapia caro, olhe qual recurso o perfil dos seus pacientes mais demanda. Já vi colega comprar ultrassom caro e usar duas vezes por mês — dinheiro parado no armário.
Kit de consultório vs kit domiciliar
| Categoria | Kit de Consultório | Kit Domiciliar |
|---|---|---|
| Maca | Elétrica ou manual, fixa | Dobrável e portátil (opcional) |
| Eletroterapia | Aparelhos de bancada | Aparelhos portáteis a bateria |
| Mobilização | Kit completo, sem limite de peso | Itens leves e dobráveis |
| Peso total | Não é fator limitante | Ideal manter abaixo de 5kg |
| Espaço de guarda | Fixo, no consultório | Deve caber em uma maleta |
Como o Fisioly complementa seu kit de trabalho
O equipamento físico cuida da parte clínica. Mas quem administra a própria clínica sabe que ficha de papel perdida, agenda de caderno e planilha de gasto solta também custam caro — em tempo e em paciente que não volta. Por isso considero a parte de organização quase tão importante quanto o goniômetro. O Fisioly entra aí:
- Prontuário eletrônico, que substitui as fichas de papel e junta o histórico de cada paciente num lugar só
- Agenda online com lembrete automático — reduz bastante as faltas, principalmente em atendimento particular
- Controle financeiro simples, para acompanhar entrada e saída sem precisar de planilha paralela
- Acesso pelo celular, útil sobretudo em dias de atendimento domiciliar
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Começar grátis → ✓ Sem cartão de crédito · ✓ Cancele quando quiser · ✓ Suporte por WhatsAppPerguntas frequentes sobre kit de fisioterapia
O que compõe um kit de fisioterapia básico?
Na prática, dá para começar com goniômetro, fita métrica, faixas elásticas (theraband), martelo de reflexos, esfigmomanômetro, estetoscópio e o básico de higiene — álcool em gel e luvas descartáveis. É o kit mínimo para quem está saindo da faculdade e quer começar a atender.
Quanto custa montar um kit de fisioterapia completo?
Varia bastante, e depende muito da especialidade e da qualidade que você escolher. Um kit básico sai relativamente barato; já um kit completo, com aparelho de eletroterapia, maca e todos os acessórios, pesa mais no bolso. Minha recomendação é sempre a mesma: comece pelo essencial e vá expandindo conforme a demanda dos seus pacientes for aparecendo.
O kit de fisioterapia domiciliar é diferente do kit de consultório?
Sim, e bastante. O kit domiciliar tem que ser compacto e leve — pensando em itens portáteis, dobráveis, que caibam numa maleta. Já no consultório você tem espaço fixo, então pode partir para equipamentos maiores, como maca elétrica e aparelhos de eletroterapia de bancada.
Vale a pena comprar equipamentos usados?
Pode ser, sim, principalmente em itens de mobilização como bola, faixas e halteres — ali o risco é baixo. Já em eletroterapia eu tomaria mais cuidado: vale a pena checar calibração e estado de conservação antes de fechar negócio, porque envolve segurança do paciente.